Sentei para escrever sobre algo sentido
Pensando, comecei as dores desertas
Pra ver belezas por frestas entre becos, serestas
Pois como música, tudo cessa.
E de manhã, logo pôs-se depressa
Noite mal dormida, saúde: Sem
Casa pequena, menor do que já fora
Sereno cresce, vontade vai marchando mais devagar...
Sem perceber meus passos, que longos e contados
Levam-me a algum lugar.
E o chão, de terra batida e molhada por conta da chuva
Perfumou as marcas, sujou de pegadas
E marcou um caminho.
Seta escura que dei, cega
Inexperiente, fajuta incrédula
Ainda no meio parado, meço sentidos
Incalculáveis medidas de pedaços perdidos
Pois que de sentidos, fazem-me crer
O que o amor é, do que é, se é que desse esquecerei.
Ah, se eu pudesse compreender
Se eu pudesse um tanto de ti, em mim poder ver
Como parte de um todo, que completo e devoto
À ti seria guardado e entregue,
não o deixaria padecer.
Tarde passa, flor cai
Corpo esfria
Já não se vê
Nem cor, nem vida
Luz longe, teto, fungo,
um 2 de Agosto
À meu gosto, bem longe de mim
Em meu mundo.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
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